Os reservas
Já que os candidatos melhor colocados nas pesquisas mostram um mesmo discurso pela continuidade administrativa em Belo Horizonte, bem que os seus programas eleitorais poderiam abrir uma janela para a apresentação dos vice-prefeitos. Eles talvez tenham um algo a mais a dizer. O deputado Roberto Carvalho (PT), por exemplo, conhece melhor a cidade do que o prefeito Fernando Pimentel e o cabeça-de-chapa, Márcio Lacerda (PSB). Não é à toa que ele puxa o cordão nas caminhadas populares. O vice-prefeito na chapa de Jô Moraes (PCdoB), Cláudio Sampaio, é administrador de empresas, pastor da Igreja Batista, assessor na Câmara Municipal, além de um dos fundadores do PRB, juntamente com o vice-presidente José Alencar. Outro que, com certeza, tem participação destacada na sucessão é o jovem deputado Eros Biondini (PHS), cuja religiosidade e musicalidade são uma sua marca.
Escrito por Walter Freitas às 10h20
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Paraibanos viram jogo em Petrolina/PE
RECIFE - As eleições municipais de Petrolina – maior centro emissor de frutas para o Exterior no Nordeste – chegaram nesta semana ao ápice do confronto com forte possibilidade do candidato de Oposição, médico Júlio Lóssio, virar o jogo nos próximos dias, graças à pouca taxa de rejeição do candidato, sua simpatia e ao engenho de uma equipe de paraibanos liderada pelo publicitário Lucas Sales.
Ontem, quando de muitas conversas no Recife, pude perceber o quanto de preocupação tem gerado no esquema do governador Eduardo Campos porque seu candidato, deputado federal Gonzaga Patriota, está de fato prestes a perder a liderança da disputa.
Para se ter uma idéia, quando Lucas chegou em Petrolina o placar era de 63% para o deputado contra 12% em favor do médico. Passados um pouco mais de um mês há um empate técnico entre eles no patamar de 43% a 40%, conforme fontes do Palácio das Princesas em contato com a Coluna.
Por telefone, Lucas Sales nos revelou direto de Petrolina que a luta tem sido enorme, mas os números revelam empate técnico com forte perspectiva de que até o domingo as novas pesquisas revelem a virada do candidato de Oposição.
Na verdade, Lucas está na campanha com mais 32 outros técnicos e profissionais paraibanos capitaneados pelo competente Paulo Cunha, da Comvídeo.
- Me impressiona essa sua antena super-atualizada, mas de fato estamos confiantes na virada aqui em Petrolina – afirmou Lucas Sales.
Escrito por Walter Freitas às 10h16
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Anistiados terão pensões diminuídas
A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça pretende reavaliar os valores de cerca de 5 mil benefícios concedidos a trabalhadores anistiados que perderam seus empregos durante a ditadura militar. A idéia é adequar as pensões aos critérios estipulados pela lei 10.559, de 2002 – que determina os cálculos com base na média dos vencimentos pagos à categoria trabalhista do anistiado, em vez de usar os valores pagos no topo da carreira. Serão revistas, inclusive, as pensões obtidas pelo presidente Lula e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Fonte:Gestãointerativa
Escrito por Walter Freitas às 10h13
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Jô Moraes critica “arranjo eleitoral” em favor de Lacerda
A ex-líder das pesquisas de intenção de voto para a prefeitura da capital mineira, a candidata e deputada federal Jô Moraes (PC do B), tem criticado veementemente aquilo que vem chamando de "arranjo eleitoral", patrocinado pelo governador tucano Aécio Neves e pelo prefeito petista Fernando Pimentel, O acordo PT-PSDB em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB). Seu principal concorrente e fortíssimo candidato a uma das vagas no segundo turno das eleições em BH (Não há como negar que as evidências apontam para um segundo “round” na capital mineira), decolou nas pesquisas e ameaça vencer as eleições, mesmo com muita gente o apontando como candidato “biônico” e sem expressividade.
Jô critica a propaganda eleitoral do adversário, que segundo ela, se concentra nas imagens de Aécio e Pimentel, e a Márcio, caba dizer que irá “continuar e melhorar” o que já foi feito. . "Até setores empresariais vivem certo constrangimento", afirma ela, Jô diz que Lacerda é um estranho para a cidade e não tem legitimidade para dar continuidade ao projeto iniciado em 1993 pelo petista Patrus Ananias, hoje ministro do Desenvolvimento Social. Por isso, diz acreditar em 2º turno. Mas, além de pouco dinheiro e tempo de TV, Jô mostra pouco entusiasmo nas propostas, insistindo na "continuidade do projeto de governo democrático" de Patrus e Célio de Castro, ex-prefeito petista morto e, julho.
Escrito por Walter Freitas às 10h12
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PMDB quer Temer como presidente da Câmara, mas esbarra em candidato do PP
Está tudo certo e nada resolvido. O apoio da bancada do PT ao presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), para que ele assuma o comando da Câmara no próximo ano, sucedendo o petista Arlindo Chinaglia(SP), está mais do que garantido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas os demais partidos da base governista estão muito longe disso, com o coração batendo pela candidatura do deputado Ciro Nogueira (PP-PI), que já conta com o apoio maciço do chamado “baixo clero”. “O Temer é um grande parlamentar , muito bem relacionado na Casa, mas não tem a mesma empatia do Ciro”, resume o líder do PP, deputado Mário Negromonte.
Escrito por Walter Freitas às 10h12
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Sobram pacientes, mas falta atendimento médico
O Programa Saúde da Família (PSF), que só no ano passado recebeu R$ 3,9 bilhões do Ministério da Saúde, não consegue sair das unidades de atendimento, apesar de estar completando 15 anos. As equipes que deveriam acompanhar no máximo 1 mil famílias, em visitas a casas, escolas e creches, nunca estão completas. O problema é crônico: faltam médicos, enfermeiros e dentistas, além de material de trabalho e veículos, mas o repasse do dinheiro público não pára. Na quarta reportagem da série Sangria na Saúde, o Correio e o Estado de Minas mostram que apesar de não ser possível contabilizar o valor total dos desvios no PSF, somente em cinco municípios das regiões Norte, Sul, Nordeste e Sudeste, foram investidos R$ 6.387.660, de um total de R$ 18.877.912, fiscalizados pela Controladoria-Geral da União, e, ainda assim, nenhum deles consegue cumprir as metas de atendimento.
Escrito por Walter Freitas às 10h11
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Em vez de demitir, políticos promovem seus parentes
Após a proibição do nepotismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), e o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), se utilizaram de uma brecha para evitar a demissão de parentes: bastou promovê-los. É que o veto à contratação de integrantes da família para cargos de confiança não vale para funções políticas, como secretarias ou ministérios. Ana Maria Maia, irmã do prefeito do Rio, ocupava a subsecretaria municipal de Eventos e foi nomeada para chefiar a nova Secretaria Especial de Eventos do Rio. O próximo a ser promovido para escapar da demissão é um sobrinho de Cesar Maia, Carlos André Xavier Bonel Júnior. Requião salvou do desemprego a mulher, Maristela, e um irmão, Eduardo, ao nomeá-los secretários especiais. A mulher deve permanecer na direção do Museu Oscar Niemeyer e o irmão na superintendência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Escrito por Walter Freitas às 10h10
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A carne bovina contribui para o aquecimento global
Michaela Schiessl e Christian Schwägerl
Independentemente de o gado ser criado organicamente ou por métodos convencionais, o efeito final é ruim para o meio ambiente, segundo um novo relatório alemão. Mas o lobby do agronegócio impede os políticos de tratarem desta imensa fonte de emissão de gases do efeito estufa.
Para a maioria das pessoas, é o próprio quadro da bem-aventurança rural, de uma vida em sintonia com a natureza e o mundo saudável do campo: a vaca feliz pastando no prado viçoso, ruminando calmamente, com um bezerro ao seu lado.
Mas para Thilo Bode, a visão desta criatura de olhos mansos é tudo menos tranqüilizadora. Bode, o chefe da organização alemã de proteção do consumidor Foodwatch, alertou: "A vaca é uma bomba climática".
Independentemente de serem criadas de forma convencional ou orgânica, uma coisa que as vacas têm em comum é que arrotam e peidam sem contenção. Como todos os ruminantes, as vacas estão constantemente emitindo metano - um gás do efeito estufa que é 23 vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono - por ambos os lados. Tão malcheirosas quanto as dos porcos, são as emissões gasosas de bilhões de bovinos, cabras e ovelhas que estão contribuindo para o aquecimento global.
Bode queria descobrir quão forte são os efeitos dos gases metano, óxido nitroso e CO2 no efeito estufa. Na segunda-feira (25), a Foodwatch publicou um estudo abrangente sobre os efeitos da agropecuária no clima, o primeiro estudo do tipo a diferenciar entre agropecuária convencional e orgânica. Os cientistas que conduziram o estudo, juntamente com o Instituto de Pesquisa Econômica Ecológica (IÖW) da Alemanha, levaram em consideração tanto as emissões de CO2 resultantes da produção de ração e fertilizantes, assim como as necessidades de terras e produtividade de vários métodos de produção.
Os resultados são suficientes para deixar os fãs de filés e hambúrgueres em pânico. Mesmo se todas as fazendas e métodos, orgânicos ou não, fossem otimizados para reduzir seus efeitos sobre o clima, a Foodwatch concluiu que a abordagem principal para tornar a agropecuária melhor para o clima exigiria uma redução drástica da produção de carne. Isto representaria um aumento radical nos preços do produto. "É hora de voltarmos aos dias do assado dominical", disse Bode.
Um ponto cego na política de proteção do clima
Mas quando chega a hora de dar a má notícia para o cidadão comum, os políticos se tornam repentinamente escassos. A agricultura é o ponto cego na política de proteção do clima do governo alemão. Os produtores rurais são em grande parte isentos do ambicioso programa nacional de redução das emissões dos gases do efeito estufa, em 40% em relação aos níveis de 1990 até o ano 2020, por meio de métodos como melhor isolamento térmico, economia de energia e uso de substitutos da gasolina. Ironicamente, a agropecuária alemã é responsável por 133 milhões de toneladas de emissões equivalentes ao CO2, o que a coloca próxima do nível de emissões atribuído ao trânsito (152 milhões de toneladas).
Funcionários do Ministério da Agricultura alemão, comandado por Horst Seehofer, um membro da conservadora União Social Cristã (CSU), oferecem uma explicação desarmadoramente simples: é "difícil demais, do ponto de vista metodológico", medir os gases do efeito estufa que são emitidos pelo uso de fertilizantes, fumigação de pesticidas e herbicidas, digestão do gado e drenagem das terras alagadiças. Enquanto isso, o Ministério do Meio Ambiente tem uma posição completamente diferente sobre o assunto: "Nós isentamos a agricultura da estratégia de proteção do clima visando limitar o número de fontes potenciais de conflito", disse um alto membro da equipe do ministro do meio ambiente, Sigmar Gabriel, um membro do Partido Social-Democrata (SPD).
Hans-Joachim Koch, que, até recentemente, orientava o governo no seu papel de presidente do Conselho Consultivo do Meio Ambiente alemão, foi ainda mais direto quando disse: "O lobby é bem organizado". Seu sucessor, Martin Faulstich, concordou. "Ninguém ousa dizer que devemos comer menos carne e mais proteína vegetal", disse Faulstich, que anunciou planos para encomendar um relatório especial sobre a agricultura.
O conselho está particularmente preocupado com o afrouxamento dos padrões de proteção ambiental no contexto do planejado Código Ambiental. O Ministério da Agricultura conseguiu evitar regras relacionadas à agricultura, como uma proibição da drenagem de terras alagadiças. Agora o esboço da legislação será apresentado ao Parlamento alemão, o Bundestag, após as férias de verão - mas sem essas propostas.
Os resultados do estudo da Foodwatch claramente ilustram quão importante é a inclusão do setor agropecuário.
A pior fonte de emissões agropecuárias, correspondendo a 30% do total, é a drenagem de terras alagadiças. As grandes quantidades de CO2 presas no solo das terras alagadiças são liberadas quando a terra é usada para a agricultura ou pecuária. Segundo o estudo do IÖW, a única forma de deter estes efeitos adversos ao clima seria recuperar as terras alagadiças. A perda de terras resultante teria de ser compensada com o descarte completo da agricultura voltada aos biocombustíveis, uma prática que já é considerada questionável em termos de emissões de CO2, por causa da grande quantidade de fertilizantes que consome.
Mas, segundo a análise da Foodwatch dos resultados do estudo do IÖW, a agricultura orgânica também não é tão boa para o clima quanto muitos consumidores acreditam. Uma conversão completa para a agropecuária orgânica otimizada para o clima, que exige mais terras, reduziria as emissões em cerca de 20%. Mas isso se deveria principalmente ao não uso de fertilizante nitrogenado, com sua produção intensiva em energia e emissão de óxido nitroso nos campos. O óxido nitroso é 300 vezes mais prejudicial que o dióxido de carbono.
Notas baixas para a agropecuária orgânica
Se a quantidade de terra utilizada pela agropecuária permanecer no nível atual, o resultado seria alta perda de produtividade. Teria que ocorrer um declínio de 70% na produção de carne e leite. O efeito benéfico para o clima seria obtido principalmente pela redução do número de cabeças de gado, não pelo uso de métodos orgânicos.
A agropecuária orgânica também apresenta notas mais baixas quando se trata de engordar gado. O boi criado organicamente tem um impacto menos benéfico sobre o clima do que o boi altamente cultivado, mesmo quando a produção da ração é levada em conta. O boi criado organicamente precisa de mais espaço e também exige palha tradicional. Isso produz emissões, diferente dos pisos perfurados nos quais o gado "turbinado" passa sua breve vida.
Segundo a análise da Foodwatch, é aí que um conflito com grupos de direitos dos animais provavelmente surgirá. Mas uma coisa é clara: qualquer um que acredita que ao comprar um filé em uma loja orgânica está automaticamente contribuindo para a proteção do clima está enganado.
A diferença pode ser ilustrada por uma comparação com as emissões dos automóveis. A produção de um quilo de carne alimentada com capim gera a mesma quantidade de emissões que dirigir 113,4 quilômetros com um carro compacto. Devido aos métodos de produção mais intensivos, produzir um quilo de carne convencional equivale e dirigir apenas 70,6 quilômetros.
Um quilo de queijo, produzido de forma convencional, equivale a 71,4 quilômetros de rodagem, enquanto o queijo orgânico é um pouco mais favorável, com 65,5 quilômetros. Produzir um quilo de carne de porco causa o equivalente a apenas 25,8 quilômetros de rodagem, e apenas 17,4 quilômetros para carne de porco orgânica.
Os vegetarianos decididamente comem de uma forma boa para o clima. Mas a simples opção de viver sem carne bovina pode melhorar significativamente a pegada de carbono de uma pessoa.
Mas como convencer produtores rurais e consumidores a produzirem e consumirem de formas que sejam melhores para o clima?
Segundo a Foodwatch, fazer com que o setor agropecuário participe do comércio de emissões não é viável. Em vez disso, a Foodwatch quer que a União Européia elimine todos seus subsídios agrícolas e introduza taxas sobre emissões e impostos ambientais. Isso recompensaria os produtores rurais por produção boa em CO2. Os consumidores seriam aqueles que pagariam pelo novo sistema, com o resultado (pretendido) sendo um aumento substancial no custo da carne, leite e queijo.
Gabriel, o ministro do Meio Ambiente, tem uma posição semelhante. Em documentos de estratégia, ainda confidenciais, Gabriel busca ativamente um confronto com o lobby agropecuário. Segundo Gabriel, 40 bilhões de euros em subsídios agrícolas só podem ser justificados se o dinheiro não prejudicar o clima. Ele também quer introduzir um sistema de inspeção ambiental que proibiria a importação de ração produzida em antigas áreas de floresta tropical. Segundo o documento de Gabriel, "nós precisamos de reestruturação radical dos subsídios". Ele argumenta que os produtores rurais só devem receber subsídios por coisas que "tenham um efeito positivo sobre a natureza e o meio ambiente".
Ao expressar estas posições, o ministro do Meio Ambiente está se colocando diretamente em oposição a Seehofer e tomando partido da Comissão de Bruxelas, que espera redefinir até 17% dos subsídios agrícolas o mais rapidamente possível, de pagamentos diretos aos produtores rurais à proteção agrícola do clima.
Na terça-feira (26), Seehofer, que se opõe à idéia, se encontrou com especialistas agropecuários federais e estaduais em Bonn para finalizar um pacote de medidas de proteção ao clima. O plano inclui propostas para "fertilização mais eficiente", novos animais que emitem menos metano e auxílio de investimento para compra de "equipamento agrícola bom para o meio ambiente". Ele também pede pela redução da quantidade de terras em uso.
Na verdade, o plano apenas pede por ações que há muito são exigidas ou aprovadas de forma voluntária. Metas de conservação concretas não são especificadas e não há menção sobre a redução do número de vacas.
Os altos funcionários de Seehofer estão cientes de que estas medidas são insuficientes para reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa. Segundo altos funcionários do ministério, uma redução drástica dos gases emitidos pela agricultura só seria possível se as pessoas consumissem menos carne, leite, queijo e iogurte. Mas os mesmos funcionários reconhecem que isto é algo que eles não desejam e nem possuem a autoridade para exigir que alguém faça.
A equipe de Seehofer teme que a imposição de um imposto do clima sobre a carne e o leite levaria a protestos sociais e políticos - e a uma terceirização da produção no exterior. Por este motivo, eles argumentam, não faz nenhum sentido seguir esta rota.
Mas a Foodwatch acredita que esta é a única abordagem razoável, e não está sozinha nesta avaliação. O World Wildlife Fund, o Greenpeace e muitos especialistas têm posições semelhantes. A Federação das Organizações Alemãs do Consumidor deseja ver tanto o setor agrícola quanto o Conselho Consultivo do Meio Ambiente sejam incluídos na política do clima.
Os verdes defendem um bônus de clima, e seu membro no Parlamento Europeu, Friedrich-Wilhelm Graefe zu Baringdorf, acredita que um imposto sobre CO2 faz sentido, desde que seja introduzido para todos os setores. Mas, disse Baringdorf, o imposto não deve ser usado para substituir os subsídios agrícolas, e o sistema de subsídios precisa ser completamente reformulado.
Baringdorf, um produtor rural orgânico, disse que uma certa quantidade de moderação na produção de carne seria apropriada. "Mas vamos ser honestos. Eu não acredito que o mundo acabará por causa de peidos e arrotos de vacas."
Tradução: George El Khouri Andolfato Fonte:
Escrito por Walter Freitas às 10h04
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Assassino de candidato a vereador do PT em Cabrobó/PE ia ser linchado
O acusado da morte do candidato a vereador do PT
O Blog de Jamildo publica com exclusividade a imagem de Mauricio Ricardo Gomes, acusado de ter matado o candidato a vereador pelo PT em Cabrobó, neste sábado, com dois tiros.
O acusado foi preso pela policia em Cabrobó mesmo, e depois recambiado para a cidade de Salgueiro, que conta com presídio e para resguardar sua integridade física. Havia o risco de ser linchado, em função da comoção que o crime causou na cidade. type=text/javascript> src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js" type=text/javascript>
Escrito por Walter Freitas às 22h12
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Polícia prende suspeito de matar candidato a vereador do PT no sertão pernambucano
O candidato a vereador e o prefeito loca, do PTB
O corpo do candidato a vereador pelo PT Mozenir Araújo, assassinado neste sábado, só chegará a Cabrobó neste final de tarde, vindo do IML de Petrolina.
Ele será velado na aldeia Truká na Ilha de Assunção. O enterro está previsto para o dia de amanhã por volta das 19:00h, no cemitério local.
O Mozenir Araujo tinha 37 anos, deixou esposa e três filhos, o mesmo sempre esteve a frente da luta do povo truká.
O acusado Maurcio Ricardo Gomes da Silva, 36 anos, foi autuado em flagrante e transferido para o presidio de Salgueiro-PE. Ele residia em Cabrobó.
Com o acusado, a policia apreendeu uma pistola 7,65 e um revolver 38, armas que teriam sido usadas no crime. No seu depoimento, ele alegou que matou o indio por vingança, em virtude de uma briga no ano de 1999, há quase dez anos.
Fonte:Blog de Jamildo
Escrito por Walter Freitas às 22h11
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Apenas 10% das 80 mil crianças em abrigos estão disponíveis para adoção
Dados da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) indicam que apenas 10% dos cerca de 80 mil crianças e adolescentes que vivem em abrigos espalhados pelo Brasil estão disponíveis para adoção.
A demora da Justiça para definir se o menor deve voltar para a família biológica ou ser colocado para adoção explica os números, segundo o vice-presidente da associação, Francisco Oliveira Neto. "A maioria dessas crianças [em abrigos] tem família, recebe visitas semanais, tem contato com os pais, ou seja, ainda não aconteceu o rompimento dos vínculos jurídicos entre a família biológica e a criança. Ela permanece no abrigo, mas não está disponível para adoção", explica.
No estado de Santa Catarina, segundo ele, de um total de 1.500 crianças e adolescentes que vivem em abrigos, apenas 150 estão disponíveis para adoção. O juiz rea firma que a demora na definição da situação em que o menor se encontra provoca o desencontro dos números registrados até o momento pela Cadastro Nacional de Adoção: 4.106 famílias interessadas em adotar, contra 469 crianças aptas para o processo.
Há ainda, de acordo com o juiz, a incompatibilidade entre a criança desejada e a criança disponível em abrigos. Ele lembra que a maioria das pessoas ainda insiste na procura por crianças recém-nascidas, de cor branca e do sexo feminino, quando, para ele, a melhor saída seria "flexibilizar" o perfil.
Neto explica que para que o menor esteja disponível para a adoção é preciso que os pais biológicos manifestem oficialmente que desejam entregar a criança ou que o Ministério Público, por meio de uma ação, instaure a destituição do poder familiar. Enquanto essa definição não acontece, a criança permanece no abrigo, mas não pode ser adotada. Uma das razões que contribuem para a demora na decisão judicial, segundo o juiz, é que a maioria dos menores que vive em abrigos foi levada para as instituições porque a família biológica enfrenta problemas de carência material e financeira, o que impossibilita que o Ministério Público possa entrar com o pedido de destituição do poder familiar.
A demora para que a perda da guarda pela família biológica seja estabelecida, de acordo com o juiz, é um dos pontos a serem enfrentados pela Lei de Adoção, aprovada na última quarta-feira (20) pela Câmara dos Deputados. Para Neto, uma das maiores vantagens do Cadastro Nacional de Adoção é a possibilidade de apresentar concretamente o quadro de crianças disponíveis para o processo em todo o país, e mostrar ao pretendente, que caso deseje manter a preferência por uma menina, com menos de um ano de idade, de cor branca, saudável e sem irmãos, o tempo de espera será longo. "Se ela flexibilizar um pouco os critérios, esse tempo pode ser reduzido à metade ou até menos".
Escrito por Walter Freitas às 21h58
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Henrique Meirelles é elogiado pelo Wall Street Journal
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está entre um dos mais duros banqueiros centrais no combate contra a inflação no mundo, diz o diário nova-iorquino Wall Street Journal, na edição deste final de semana. "O Brasil não está esperando e não vai esperar outros banqueiros centrais agirem para decidir lutar contra às pressões inflacionárias", afirmou o banqueiro ao jornal. Na última semana, Meirelles cumpriu agenda nos Estados Unidos, onde fez palestra para investidores em Nova York, participou de um evento sobre economia mundial em Aspen e do simpósio anual organizado pelo Fed de Kansas City, em Jackson Hole, cujo tema foi "Mantendo a estabilidade em um sistema financeiro em transição".
No caderno de finanças, a matéria do WSJ aponta que o BC brasileiro tem atuado mais agressivamente do que muitos dos bancos centrais no mundo contra a inflação, subindo o juro para 13%, mesmo com a desaceleração da economia global. O Journal acrescenta que se espera nova elevação da Selic em setembro. No debate sobre quão agressivamente os bancos centrais precisam agir, o WSJ cita que Meirelles e diversos economistas "argumentam que os bancos centrais deixaram a economia ficar excessivamente aquecida durante os últimos anos de crescimento e criaram pressões de preços que serão difíceis de erradicar".
Ao WSJ, Meirelles disse que "cada país precisa fazer sua própria decisão (quanto ao juro). Nós podemos ver claramente que quanto mais bancos centrais agirem decisivamente para controlar a inflação mais fácil o trabalho fica para todos". Mas o diário relata que outros BCs, particularmente na Ásia, não têm sido tão duros, esperando que a recente desaceleração nos preços de commodities ajudará a resolver o problema de inflação para eles. "De longe, no mundo, o banco central que tem ficado à frente da curva é o Brasil", disse ao Journal Michael Gomez, um dos gestores da PIMCO para mercados emergentes, que administra US$ 80 bilhões no portfolio para estes países.
O WSJ narra que Meirelles, desde que assumiu o BC em janeiro de 2003, tem ajudado a guiar o 'boom' econômico brasileiro no qual o juros e a inflação caíram para "baixas históricas", consolidando o lugar dele como uma pessoa de forte influência que tem a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Journal, Meirelles disse que Lula garantiu ao banco "independência total" na tomada de decisão e tem mantido a promessa.
O diário nova-iorquino reitera a afirmação de Meirelles de que a meta é trazer a inflação em 2009 de volta para 4,5% e diz que o presidente do BC "não vê muito espaço para leniência. Quando há desequilíbrio entre oferta e demanda, ele diz que será corrigido com uma das duas formas: preços maiores ou juros maiores", completou o WSJ. "A grande vantagem de usar o juro é que você tem alguém no banco do motorista. Quando a inflação está tomando conta, ninguém está dirigindo", disse Meirelles.
PASSADO - Ao citar que Meirelles foi presidente do BankBoston, o Journal relata que o banqueiro central vai a fundo na questão como já fez com uma série de elevações do juro em 2005 que reduziram o crescimento da economia. "Meirelles agora é presidente do Banco Central, e o passado inflacionário do País é uma grande razão pela qual ele ocupa posição de um dos mais duros combatentes no mundo contra a inflação", menciona o WSJ, diante da lembrança de Meirelles sobre um trato que tinha com sua empregada doméstica, durante um dos momentos de salto da inflação no passado do País. Segundo o WSJ, no dia do pagamento ela não precisava trabalhar, podia correr para gastar o salário do mês antes que ficasse sem valor.
Na América Latina, apesar de exceções como Venezuela e Argentina os outros países têm ficado atentos ao fato e têm apertado a política monetária desde o início de julho, cita o WSJ. "Se Meirelles e outros na região agora são conservadores em relação à inflação é pelo fato de que não muito tempo atrás a região estava perdendo a batalha. Entre 1980 e 1994, a inflação ficou, em média, bem acima 100% por ano no Brasil, atingindo o pico de mais de 2.000% no início da década de 1990", completa o jornal.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Walter Freitas às 13h35
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Arrombados caixas eletrônicos em Betim/MG
erca de oito homens armados invadiram o prédio da Prefeitura de Betim, na Rua Professor Osvaldo Franco, na região metropolitana de Belo Horizonte, nesta madrugada. Segundo primeiras informações da polícia militar, por volta das 2 horas, os bandidos renderam os dois guardas municipais que vigiavam o prédio e arrombaram caixas eletrônicos dos bancos HSBC e Banco do Brasil, que estavam no subsolo do prédio.
O valor roubado ainda não foi divulgado.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Walter Freitas às 13h33
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Em reunião na próxima quarta-feira (27), às 10h, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deverá analisar, em caráter não-terminativo, projeto de lei que tipifica as condutas de fazer afirmação falsa ou negar a verdade, na condição de indiciado ou acusado em inquéritos, processos ou Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).
Apresentada pela CPI dos Correios, encerrada em 2006, a proposta (PLS 226/06) tem como relator o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), favorável à aprovação do projeto, que altera dispositivos do Código Penal e da Lei 1.579/52, que dispõe sobre as CPIs.
Da Agência Senado
Escrito por Walter Freitas às 23h18
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Marcelo Crivella reclama de perseguição de 'setores da mídia'
Do Comunique-se
“A imprensa exerce no país um sagrado direito e dever que é controlar as exorbitâncias do poder”. É dessa maneira que o senador e candidato à Prefeitura do Rio pelo PRB, Marcelo Crivella, define a relação entre a imprensa e a política.
Apesar de tecer elogios à atuação da mídia, Crivella não poupa críticas a alguns veículos de comunicação, mais especificamente ao O Globo. Ele afirma que existe “uma perseguição um tanto implacável” do jornal contra a sua candidatura.
“Eu faço um apelo, não é para toda a imprensa, é um pequeno setor, para que consiga harmonizar entre os impulsos da liberdade com os imperativos da ordem. Harmonizar o direito de liberdade de imprensa com outro direito, que até o antecede, que é o direito à dignidade humana”, diz.
O senador também defende uma cobertura mais ampla, que contemple todos os candidatos. Em sua opinião, existe uma falta de espaço nos jornais por causa da venda de anúncios para o “poder econômico”.
“Isso não é bom para a democracia. Todos os candidatos são legitimamente indicados pelos seus partidos e merecem ter o mesmo espaço. Aliás, é isso que diz a lei”.
Como todo candidato, Crivella fez promessas para os jornalistas. Disse que, sempre que possível, irá prestigiar todos os veículos de imprensa, dos jornais de bairro às grandes redes de TV.
“Podem ter certeza que o prefeito do Rio será o maior entusiasta do desenvolvimento da imprensa do Rio de Janeiro”, promete.
PS: Essa é a primeira de uma série de matérias que o Comunique-se publica sobre os candidatos a prefeito do Rio, São Paulo e Porto Alegre.
Escrito por Walter Freitas às 23h16
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